O retorno do carro popular? Medidas com FGTS e isenções fiscais são bem-vindas

Por: Redação Amantes de Carros 11/05/2023

As medidas estudadas pelo Executivo e Legislativo incluem o uso do FGTS e a isenção para veículos compactos movidos exclusivamente a etanol.

Atualmente, carros populares na faixa de R$ 30 mil não são mais uma realidade para o consumidor brasileiro. Os modelos de entrada custam cerca de R$ 70 mil, o que torna a compra de um carro novo algo limitado às classes médias e altas. Isso acaba por prejudicar o mercado automobilístico, que fica limitado a uma parcela da população, além de outros fatores como a crise de abastecimento de componentes dos veículos.

Diante disso, a indústria automotiva está se mobilizando para reverter esse cenário. Uma das propostas sugeridas foi a renovação da frota brasileira, em que os proprietários de carros antigos e poluentes seriam indenizados para retirá-los de circulação e substituí-los por modelos novos. Outra alternativa sugerida é a volta dos carros populares, que tem sido bastante discutida.

Carros populares: por que acabaram?

Além da inflação, outro fator responsável pelo aumento dos preços dos automóveis e consequente “fim” dos carros populares foi o crescimento de exigências legais em relação aos equipamentos veiculares. A legislação se tornou mais rigorosa, exigindo que os veículos fossem melhor equipados, com motores menos poluentes e sistemas mais seguros para motoristas e passageiros, o que gerou um grande aumento de custos que acabou sendo repassado ao consumidor final.

Além disso, as atuais taxas de juros elevadas tornam os financiamentos mais difíceis, limitando ainda mais o poder de compra dos brasileiros na hora de adquirir um carro novo.

Como seria possível a volta desses veículos?

Ao falar sobre a volta dos carros populares, espera-se que as montadoras produzam veículos menores e mais simples, eliminando equipamentos que não são essenciais, mas que aumentam o conforto e, em alguns casos, a segurança dos passageiros. Esses equipamentos incluem rodas de liga leve, ar-condicionado, telas de multimídia, pintura metálica, dispositivos eletrônicos e outros.

Além disso, as montadoras poderiam contar com o apoio do governo para diminuir os impostos sobre a fabricação dos veículos. Isso poderia reduzir os custos de produção e, consequentemente, os preços finais nas lojas.

Quais modelos poderiam se tornar os futuros carros populares? E como eles seriam oferecidos? Confira abaixo uma lista dos atuais modelos de entrada oferecidos no mercado, incluindo especulações sobre como seriam vendidos se fossem “popularizados”.

Renault Kwid

Atualmente, o Renault Kwid é o modelo que mais se assemelha a um carro popular. No entanto, o seu preço ainda é considerado alto em comparação aos modelos de entrada vendidos na década de 1990.

Caso o modelo seja popularizado, é muito provável que os airbags laterais sejam removidos, mantendo apenas os frontais – que são os obrigatórios por lei.

Além disso, outros itens de série que não são exigidos por lei também seriam eliminados, como o ar-condicionado, a direção elétrica, o sistema de monitoramento da pressão dos pneus (TPMS) e o assistente de partida em rampa (HSA).

Também seria possível substituir os vidros dianteiros elétricos pelos manuais, assim como as travas elétricas das portas por travas manuais acionadas pela chave. Por fim, o computador de bordo seria muito provavelmente eliminado.

Fiat Mobi

O Fiat Mobi ocupa o segundo lugar na lista dos carros mais baratos do Brasil, com preço a partir de R$ 68.990.

Se fosse transformado em um carro popular, ele perderia praticamente os mesmos itens que o Kwid, incluindo ar-condicionado, sensor de pressão dos pneus, vidros e travas elétricas (substituídos pelos manuais) e computador de bordo digital.

Além disso, no caso do Mobi, a direção hidráulica também seria eliminada.

Carros populares de volta: Citroën C3

O Citroën C3 custa atualmente R$ 72.990 na versão mais básica e é o terceiro carro mais barato do Brasil hoje.

Se fosse popularizado, ele perderia alguns dos mesmos itens do Kwid e Mobi, como ar-condicionado, vidros elétricos, sensor de pressão dos pneus e assistente de partida em rampas. Além disso, a tomada de 12v dianteira e as travas manuais de segurança nas portas traseiras para crianças também poderiam ser retiradas.

A “pré-disposição para rádio” seria provavelmente eliminada, assim como o computador de bordo.

Fiat Argo

O Fiat Argo, vendido a partir de R$ 78.590, é um dos modelos que poderiam se tornar um carro popular, caso a proposta em discussão se torne realidade.

Para se tornar popular, o modelo abriria mão de alguns itens, como as travas elétricas nas portas e no porta-malas (que seriam substituídas por mecanismos manuais), a direção elétrica, a tomada 12V, o Drive by Wire (controle eletrônico da aceleração), o ar-condicionado, as partes digitais do quadro de instrumentos (relógio), os vidros elétricos e o alarme antifurto.

Hyundai HB20

O Hyundai HB20 encerra a lista dos possíveis modelos a se tornarem carros populares. Hoje, o modelo é vendido a partir de R$ 79.490.

Dentre os itens que seriam eliminados estão: ar-condicionado, tomada 12V, assistente de partida em rampa (HAC), direção elétrica, airbags laterais e de cortina, alerta sonoro de não colocação do cinto de segurança para motorista e passageiro, alto-falantes dianteiros (2x), vidros elétricos e alarme perimétrico.


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